terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Beijo do escorpião
domingo, 22 de janeiro de 2012
Explorando corpos, esvaziando mentes.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Lutar contra o racismo? To fora.
Já disse uma sábia raposa: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
BELEZA

Beleza é simetria. Essa frase pode ser interpretada como “uma melhor disposição das formas”, em se tratando de beleza física. Há um detalhe, implícito nessa definição, que deve ser citado: O padrão!
Temos, hoje, vários ideais de beleza, mas o que muitas vezes passa despercebido é o padrão, subentendido na maioria dessas definições. Vemos pessoas, tidas como padrão de beleza, em diversos meios de comunicação, e fazemos, praticamente de forma inconsciente, uma associação desses estereótipos a pessoas que fazem parte do nosso cotidiano. Somos amantes dessa beleza monopolizada, ligada aos gostos e até interesses de outro, o qual desconhecemos, e passamos a identificar frações dessa beleza, nas pessoas que nos cercam. Criamos ou, digamos, introjetamos uma noção de belo, sempre vinculada ao que dizem ser bonito.
Afinal, o que seria a beleza, se não a união do melhor de outros, baseados em padrões previamente estabelecidos por alguém, que não nós mesmos (segundo o conceito de simetria)? A exata disposição das formas, segundo um estereótipo? Lembrem-se dos momentos de frustração, ao olhar no espelho. Já se perguntaram quanto às razões dessa frustração? Acaso quem concentra todas as características, a disposição exata das formas, tidas como ideais? São métricas e mais métricas a serem satisfeitas: Narizes, cabelos, olhos, maçãs do rosto, lábios, queixos, braços, seios, cintura, quadris, glúteos, pés... tudo entra na dança!
Há estrangeiros que dizem que a mulher brasileira é a mais bela do mundo. Por que seria? Temos uma alta gama de pessoas, nascidas da miscigenação e, por vezes, vemos quadris e lábios, típicos de uma etnia, combinados com narizes e tipo capilar de outra, em muitos casos bem distribuídos. O resultado acaba por ser um físico mais próximo do estereótipo utópico, e tão almejado. Acaso seria esta a beleza esperada: A união de frações de traços, tidos como belos, unidos em um único ser? E o que dizer de pessoas de linhagem pura (ou mais próximas disso, se é que esse tipo de pureza existe)? Não podem concentrar traços, que não encontrados em seus ancestrais. Então como poderiam ser belas, se não têm o melhor de outros? Assim, até a miss universo deve frustrar-se em algum momento, é óbvio. Houve uma modelo desse mundo de misses que, quando questionada se ela sentia-se mal, por ter uma beleza “artificial”, fruto de diversas incisões e correções, respondeu o que ninguém esperava: Eu sou o que vocês querem! Isso reforça o fundo de verdade, existente na frase “não existe gente feia, só sem dinheiro”.
Apropriaram-se da beleza e a padronizaram e, hoje em dia, a propriedade intelectual “belo”, ainda que sem um dono específico, rende uma quantia em dinheiro difícil de se calcular. Mas quem fica com esse dinheiro? Pessoas por trás de clínicas cirúrgicas, academias, revistas de diversos tipos, salões de beleza e etc... Todos ligados direta ou indiretamente a manipulação e comercialização da beleza. O pior e saber que nós consumimos esse produto. O quanto consumimos é impossível dizer, mas desde a hora em que decidimos nos arrumar pra uma ocasião, especial ou não, como trabalho, passeio ou balada, nos preocupamos em estar belos. Quanto mais importância damos ao evento, mais consumimos beleza, em forma de produto.
Aparentemente o conceito de ser bonito(a) jamais foi pensado, só o de estar bonito(a). São cosmético, roupas, calçados, adereços e outros, para ficar atraente. Isso leva a um questionamento: O que somos ao acordar?
Faça um exercício mental: Pense no que você considera, ou simplesmente aceita como padrão de beleza. Depois de feito, compare-o a você. Faça-o em detalhe, e veja o quanto você se assemelha ao seu próprio ideal. No mundo de hoje, raramente o resultado de tal exercício é positivo. Então como se livrar das prisões da beleza? Simples. Se padrão é um ideal, e ideal nos remete a idéia, podemos concluir que bonito é o que alguém pensa que é bonito, simplesmente por se sentir encantado, atraído pelo objeto nascido de seus pensamentos, e isso (esse pensamento, esse fruto da imaginação) não precisa ser levado a senso comum. O que encanta a um, não necessariamente encanta a outro. Logo, o que é bonito pra um, pode sim não ser bonito pra outro. Todos somos livres, em nossas mentes, pra concordar ou discordar de qualquer idéia, e tão pouco podemos obrigar alguém a concordar com nossas idéias e ideais. A beleza não está no ideal (ou padrão), mas naquilo que encanta. Na busca por um ideal o ser humano acaba sempre por encontrar o nada!
Psique
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Chora (letra)
Chora teclado e nos traz essa canção,
acompanha o canto amargurado de quem dança com a solidão.
Cidade grande, quem aqui não se sente sozinho,
com milhares de pessoas cruzando o seu caminho?
Vagando na madrugada, vi que o galo anunciou:
São Paulo, 18 do 8. Mais uma manhã chegou,
e a vida segue, enquanto a alma chora só,
esmerilhada de amarguras, se sentindo só o pó.
Querendo rios de amor,
sobrevivendo de gotinhas, sofrimento e dor.
A solução: Encher a cara pra fugir da real,
de alucinógenos direto pro mundo da fantasia!
A brisa passa e a deprê deixa mal,
a vida segue, a alma chora, ainda é só dor e agonia.
E no ápice de toda essa dor ela vem,
mais uma vez, desavisada, da depressão ser refém.
Lágrimas! Molharam a medalha de um vencedor,
E hoje habitam os olhos tristes de todo sonhador.
Vem que vem lado ruim, se juntando ao lado bom,
e essa fusão vai descrevendo a nossa situação.
Quem vai chorar a lágrima que rola em seu rosto?
Quem vai sentir a dor e o gosto do seu desgosto?
É face e orkut lotado, na balada badalado,
e tu tá mais triste e solitário que a poeira do vácuo, vai...
Chega a chorar em silêncio,
sozinho, solitário no frio, com um mantra de lamentos.
Felicidade sumiu, jogada ao relento,
tipo a folha que caiu, e foi levada com o vento!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Cegos
Deixam os olhos guiarem o racional e o irracional: Seus gostos, seus desejos, seus pensamentos e instintos, sem parar pra pensar que o paladar também está lá, não só na língua, mas na memória, pra dizer que o gostoso vai além daquilo que se come, mas é tudo aquilo que nossa percepção diz que é agradável. Alguém ainda arrisca dizer que tem bom gosto, se tudo o que se aprecia, e tudo o que se quer é ditado, primeiramente e praticamente sem pensar, de forma irracional, pelos olhos!? Vocês estão cegos. Adoram tudo o que vêem, de olhos bem abertos, e ainda têm medo de ficar cego, pois quando vocês fecham os olhos, fica escuro; não dá pra ver nada. Caralho! Vocês não percebem o quanto estão cegos!?
Eu fechei os olhos, e mais uma vez vi, o breu que havia por detrás de minhas pálpebras. Notei, num dia comum, depois de trampar, e conversar com os amigos, beber uma breja... que eu estava cego. Meu Deus! Como pude eu, fechando os olhos praticamente todas as noites, não notar que a escuridão que eu via, com meus próprio olhos, estava dentro de mim!? Como pude eu não notar que me guiava apenas pelos olhos, sem ter uma visão clara de quem eu era!? Como pude não enxergar, que não compreendia muito bem minha insatisfação, que não entendia muito bem o porquê que eu fazia alguma coisa, apenas por deixar que meu par de olhos me guiasse, racional e irracionalmente!? Como eu pude ser tão cego!?
Naquele momento, de olhos fechados, vi meus olhos se abrirem, e enxerguei: Você já foi medíocre! Você já foi miserável! E estava tão cego, que nem percebeu que ainda é um bosta! De olhos fechados, pude olhar pra dentro de mim e ver, de forma clara, que eu não valia quase nada, mas... quando eu realmente estava pronto pra desistir, e mais uma vez abrir os olhos, só pra não enxergar, pude ouvir minha consciência, sem que meus olhos me cegassem de novo, e ela me fez enxergar uma coisa:
-Você ama seus olhos mais que a você, pois tem vergonha do que tem por dentro, e eles o têm livrado de enxergar isso até agora. Mas já que você criou coragem pra realmente ver, então enxergue que você ainda é um bosta, mas tem nas mãos o que os seus olhos nunca poderiam te mostrar, mesmo que estivessem abertos: A oportunidade de se redimir, de começar de novo, e escrever uma nova história!
